logo

Associação dos Municípios das Rodovias Transamazônica, Santarém-Cuiabá e Região Oeste do Pará

Secretaria de Meio Ambiente de Pacajá realiza campanha pelo Dia de Controle da Poluição por Agrotóxicos

22 de janeiro de 2019

Dia 11 de Janeiro é o dia de Controle da Poluição por Agrotóxicos e foi realizada uma campanha pela Secretaria de Meio Ambiente do Município de Pacajá. Com Participação do Banco SICOB; Sindicato dos Produtores Rurais de Pacajá; EMATER; SEMDE; Secretaria de Saúde; IPAM; DECOM.
Palestras na vicinal Terra Rica, no Sindicato dos Produtores Rurais e divulgação na Radio Novo Tempo 87.9 FM.

Objetivo da Palestra: Agrotóxicos: eles fazem mal para a saúde ou não?

“Não há motivo para comemorar o controle da poluição por agrotóxicos, mas, sim, para refletir sobre o uso indiscriminado. É preciso saber se o agrotóxico é necessário, se o benefício que ele traz compensa os impactos que causa”

Agrotóxicos: defensivos agrícolas, pesticidas, praguicidas, biocidas, agroquímicos, produtos fitofarmacêuticos ou produtos fitossanitários são designações genéricas para os vários produtos químicos usados ​​na agricultura.

O Brasil é um dos primeiros colocados no ranking mundial do consumo de agrotóxicos. De acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola, mais de um milhão de toneladas de veneno foram jogados nas lavouras brasileiras somente em 2010. O aumento indiscriminado do uso dos agroquímicos tem provocado a contaminação ambiental, com prejuízos para a saúde de agricultores e de consumidores.

Riscos para a saúde

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até pouco tempo, várias doenças como câncer, doenças respiratórias, neurológicas e más formações congênitas eram tidas como doenças de “causas desconhecidas”, entretanto na área de Saúde Ambiental, que pesquisam os impactos do meio ambiente na saúde humana, classificam o agrotóxico como fator de grande importância no processo de ocasionamento dessas doenças. A saúde dos trabalhadores que aplicam o agrotóxico é a questão mais preocupante, pois os riscos variam de acordo com o tempo e dose da exposição a diferentes produtos. Os trabalhadores podem apresentar desde intoxicações, dores de cabeça, alergias, náuseas e vômitos a quadros clínicos mais sérios como a infertilidade masculina, má formação congênita, recém-nascidos com baixo peso e doenças neurológicas.

O uso abundante de venenos agrícolas implica em graus rigorosos de poluição ambiental e intoxicação humana, pois a grande maioria dos agricultores e aplicadores desconhece os riscos a que se expõem e, consequentemente, descumprem as normas básicas de saúde e segurança.

Como identificar alimentos que têm agrotóxicos dos que não têm?
Nenhum alimento com agrotóxico vem com um selo escrito “este alimento possui agrotóxicos”, nem mesmo o termo “defensivos químicos”, usado muitas vezes para tirar a carga negativa de cima dos inseticidas. Mas, de qualquer forma, é possível identificar os orgânicos e os que possuem quantidades exacerbadas de agrotóxicos.

Lavar resolve o problema?
Todo alimento orgânico in natura precisa ser lavado antes de consumido, e o próprio processo de lavagem e higienização com água e hipoclorito de sódio, bem como a retirada de cascas e folhas externas já ajudam a reduzir os níveis de agrotóxicos. Isso, porém, somente no exterior do alimento — os resíduos que estão dentro permanecem mesmo após a higienização.

Por isso, lavar ajuda a reduzir os níveis de defensivos químicos que permaneceram no alimento, mas não resolve totalmente a questão. Para ajudar, você pode mergulhar a fruta, por exemplo, em vinagre, cloro ou água sanitária. Isso ajuda a eliminar os resíduos de agrotóxicos.

Os agricultores que trabalham com Agrotóxicos precisam usar roupas adequadas para este tipo de trabalho, assim podendo evitar doenças.