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Associação dos Municípios das Rodovias Transamazônica, Santarém-Cuiabá e Região Oeste do Pará

Portel

Região – Marajó
Aniversário: 24/01
Distância da capital: 326 km, via marítima e 27 km, via aérea

População

População estimada [2020]           62.945 pessoas

População no último censo [2010]           52.172 pessoas

Densidade demográfica [2010]     2,06 hab/km²

Gentílico: portelense

Prefeito Gestão 2021-2024

 

VICENTE DE PAULO FERREIRA OLIVEIRA

Prefeitura de Portel.

Endereço: Av. Duque de Caxias, 803 PORTEL – PA, 68480-000

Site:

História

Portel é um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se a uma latitude 01º56’08” sul e a uma longitude 50º49’16” oeste, estando a uma altitude de 19 metros. De acordo com historiadores, as origens de Portel remontam à metade do século XVII, quando o Padre Antônio Vieira fundou no local a aldeia de Arucará, com alguns índios nhengaíbas extraídos da Ilha Grande de Joannes, passando a ser assim administrada pelos padres da Companhia de Jesus. O historiador Carlos Roque informa que no ano de 1758, Portel foi elevada à categoria de vila pelo então presidente da Província, Mendonça Furtado que, pessoalmente, instalou o seu Senado da Câmara, precisamente em 24 de janeiro daquele ano. No ano de 1786, a vila sofreu um ataque dos índios mundurucus, em que morreram alguns de seus moradores.

A localização da Aldeia de Arucará, que posteriormente tornou-se vila de Portel, e sua consolidação como povoação próspera, obedece à estratégia geopolítica da Coroa Portuguesa de ocupar as terras amazônicas que deveriam pertencer à Espanha, e assim, garantir sua posse de fato e, posteriormente, de direito. Ao norte do município, o relevo é característico da Planície Amazônica, ao passo que as regiões central e sul caracterizam-se pelo Planalto da Amazônia Oriental. A vegetação constitui-se por Floresta Equatorial Amazônica, verificando-se grande diversidade de espécimes comerciais desejáveis. Em relação ao solo, verifica-se predominância do latossolo.

Geografia

Portel localiza-se na Mesorregião do Marajó, Microrregião de Portel. Sua extensão territorial compreende área de 25.384Km², definindo limites com os municípios de Melgaço a norte; Oeiras do Pará a leste; Itupiranga e Porto de Moz a sul e Senador José Porfírio a oeste. Dista da capital do estado (Belém) 326 km, via marítima e 27 km, via aérea. População de 52.172 habitantes e a densidade demográfica conta com 2,06 hab/km²

De acordo com a lei geral de 1828, Portel teve sua primeira eleição municipal no ano seguinte, sendo eleitos oito vereadores, até 1832. Entretanto, em 1833, por decisão do Conselho do Governo da Província, Portel tem cassado o seu título de Vila, passando assim a fazer parte do território de Melgaço. Somente em 1843, Portel voltaria à condição de município autônomo, conforme o Decreto Lei n° 110, datado de 25 de outubro de 1843.

Nesta época, segundo Antonio Baena (Ensaio Corográfico sobre a Província do Pará – 2004, p. 24), o aspecto da frente da vila compunha-se de:

“[…] uma igreja de duas naves de pau, grande, pintada no teto e paredes, dedicada a Nossa Senhora da Luz, e colocada no meio de uma comprida ala de casas, umas de girau, outras disformes, negras, e arruinadas […]”, e sua população compunha-se de “[…] 2.170 brancos, indianos, e mamelucos, com 80 escravos […]” com a maioria vivendo no interior.

Sobre o modo de vida destes habitantes Baena descreve que:

“[…] exercitam a mesma lavoura dos do Termo de Melgaço; e são como esses remissos em empregar os seus esforços para desempeçar os igarapés, que habitam, dos madeiros, que o tempo neles lança; e assim os deixam abandonados à natureza sem advertirem que deste abandono devem resultar os danos, que estão sofrendo, e que vão continuando e diminuindo a sua capacidade para a navegação interna do país”. (BAENA – 2004, p. 248).

Em 1864, o naturalista Domingos Ferreira Pena visitou a localidade e descreveu que Portel possuía 84 casas distribuídas em quatro ruas e oito travessas, e que na frente havia uma longa ponte de madeira que avançava para a baía, para embarque e desembarque de cargas.

Segundo este viajante, à esquerda desta ponte encontrava-se a única casa de sobrado existente, onde se reunia a Câmara Municipal. Ferreira Pena observou que a Igreja matriz existente era toda feita em madeira, e que seria a mesma construída pelos Jesuítas, no início do Século XVIII, onde se destacava no teto presença ainda de “[…]primitivas pinturas representando várias cenas referidas nos Santos Livros, cada uma com sua inscrição apropriada.” (PENA – 1973, p. 108).

(Antônio Sadinael – Matas: Outros 600 na Mesorregião Portel, 2008)

Comunicação

Possui uma agência dos Correios (ECT), telefonia fixa (Oi) e celular (com as operadoras: TIM, Vivo, Oi e CLARO) e internet: (BS-Informática e vicnet), televisão: TV Liberal, TV Cultura do Pará Rádio: Radio Arucará FM,Radio Portel Publicidade e Rádio Nª sª da Luz

Personalidades Conhecidas em Portel

  • Raimundo Paulo, mais conhecido como “Pomboca” ou “Pomba Lesa” oriundo de Portel, não tinha paradeiro certo, dormia onde lhe dava na telha, não era muito chegado a trabalho, fumava porronca e mascava tabaco era um sujeito cômico dançava e cantava música de sua autoria “Carolina” “Carolina tem, tem, tem, Carolina tem, tem, tem, Carolina tem, tem, tem. Era só isso a música, ele repetia várias vezes, se prevalecia disso pra conquistar as pessoas, o que ganhava gastava com tabaco.
  • “Jabuti amarrado” ou “jabuti encarcado”, portador de debilidade mental, razão pela qual nunca foi possível constituir família ou ter um emprego fixo , mesmo assim ele era muito trabalhador e não pedia nada a ninguém e nem perdoava o “Pomboca” pelo fato de não gostar de trabalhar , por isso brigavam todas as vezes que se encontravam, não gostava que o apelidassem. E por esse motivo era capaz de agredir; e o mesmo foi uma das primeiras pessoas a fazer frete de carro de mão neste município.
  • Pedro darão ou Funema, também foi carregador, era muito trabalhador por outro lado era um inveterado no fumo, fumava dia e noite, só não fumava quando estava dormindo ou comendo, quando estava trabalhando as pessoas o chamavam de “funema vem cá” só para provocar e ouvir o que ele iria responder: “não posso parar to muito funemado” que significa: to muito apressado” e foi essa linguagem que originou seu apelido.
  • Caranguejo ou Ling-Ling, também foi carregador e torcedor fanático do Paysandu, ele fazia seus carretos todos os dias assim que apurava o primeiro trocado comprava uma garrafa de pinga, sentava no seu carro e bebia toda até dormi, jabuti amarrado pegava o carro e ia deixar em sua casa. Caranguejo não suportava que alguém falasse “crial, crial, crial” no seu entender as pessoas estavam dizendo que iam lhe quebrar todinho “o caranguejo”.
  • João da lata, foi um dos moradores mais antigos de Portel tinha aproximadamente 50 anos, mas que devido aos maus tratos aparentava 80 anos, era portador de uma grave deficiência física no pé direito causado por uma ferida, andava de muleta e seu pé era enrolado com pano o tempo inteiro. Juntava latinha ninguém sabe para quê.
  • Geronça, bem conhecida por ter tido a brilhante idéia de vender tacaca e ser a primeira tacacazeira deste município, uma invenção muito criativa naquela época, por ser idosa lhe faltava energia para organiozar melhor sua venda, pela pequena população e pela falta de higiene dela o tacaca sempre sobra muito, tem até um ditado popular sobre isso que é, “Ta sobrando mais que o tacaca da velha Geronça”.
  • As famílias Vieira e Cascalheiro eram as mais temidas pelos índios, quando ocorriam os confrontos era suficiente alguém gritar os nomes em voz alta, “chega Vieira, chega Cascalheiro” para eles batessem em retirada.

Fonte: IBGE